Você é um profissional digital?

11 de setembro de 2018
Entenda o impacto da tecnologia nas relações de trabalho e por que isso afeta as competências dentro e fora das organizações.
foto Muito se fala em transformação digital, indústria 4.0 e em outros conceitos que colocam a tecnologia a frente de mudanças no âmbito dos negócios e das relações de trabalho. A começar pela velocidade na troca de informações através de redes sociais que cada vez mais aceleram as relações no mundo digital. Outro ponto que influencia diretamente no ambiente de trabalho é o conhecimento, que de fato avançou muito em seu modelo tradicional. O que antes se esperava obter numa faculdade e em salas de aula convencionais, hoje com a tecnologia, se tem em cursos online, e-books, podcasts e muito mais. Isso afeta consideravelmente a forma como um profissional adquire competências e se destaca hoje no mercado de trabalho. Com o avanço da tecnologia certas posições exigem que o profissional domine técnicas, ferramentas e competências digitais, e então chegamos no conceito. Afinal o que é um profissional digital?

Como tudo atualmente que se transforma rapidamente, não existe uma definição clara, mas podemos dizer que um profissional digital é aquele que tem e sabe usar a autonomia, tem a capacidade de criar sem pressão ou sem uma determinada demanda, e seu foco está na experimentação do novo e na experiência que a sua entrega dará para seu público.

Participamos do Fórum E-commerce Brasil 2018 onde lá obtivemos muitos insights acerca da transformação digital nas empresas e as mudanças de modelos de negócios. Em uma das palestras vimos exatamente o quanto que novas tecnologias e principalmente comportamentos afetam o posicionamento de um profissional para ditá-lo como digital ou não. Vimos que para se conquistar um espaço no mercado de trabalho e em meio a competitividade é preciso aceitar e abraçar a estabilidade dinâmica. Ou seja, aprender, desaprender e reaprender a todo momento. Faça um teste… hoje com a conectividade, você consegue estar em diversos lugares ao mesmo tempo, e times digitais navegam entre essas dimensões naturalmente. Isso dá lugar a diversidade… de ideias, de pessoas, de opiniões, de comportamentos, e a diversidade leva a melhores soluções de problemas.

Uma questão de gerações

Não pense que este conceito está atrelado a idade. Ser digital não é uma questão de gerações, é uma questão de posicionamento. Você escolhe se quer acompanhar o ritmo do mercado, de novos conhecimentos e abraçar este novo comportamento para a sua carreira e seu mercado. Isso se aplica para empresas e profissionais. A questão está em se adaptar… para uma geração que não nasceu na era digital ou dentro das mídias sociais o desafio está em quebrar paradigmas e se adaptar, justamente aquilo que já falamos acima, aprender, desaprender e reaprender a todo momento.

Já para esta nova geração que praticamente nasceu conectada as coisas tendem a ser mais fáceis? Não necessariamente, pois neste caso o desafio está em equilibrar as informações do mundo on e off. Assim como no mercado digital existe neste caso certa pressão em lidar com as mudanças, pois quando percebemos que o mercado muda, sabe-se que é hora de renovar técnicas e conceitos para trazer resultados mas quando a sua profissão já é fruto dessa transformação ou até foi criada para suprir necessidades que antes não existiam, a capacidade de lidar com essa adaptação é um pouco diferente.

Empresas digitais

Para o mercado há uma grande preocupação em acompanhar este ritmo e encontrar pessoas com estas competências digitais. Sabe-se que em 2016 apenas 33% dos postos de trabalhos criados foram preenchidos devidamente pelos talentos certos. Além disso,uma pesquisa realizada pelo LinkedIn e a Capgemini em 2017 mostra esta dificuldade, principalmente em setores como indústrias, varejo e bancos. Para 60% dos executivos entrevistados as maiores necessidades de domínio em competências digitais são para posições específicas como por exemplo as que estão relacionadas a cibersegurança e tecnologia da informação.

Se faltam profissionais capacitados no mercado, de quem é a culpa? Será que as universidades conseguem entregar profissionais com esse perfil? Na verdade não, entende-se que isso deveria vir da escola onde se adquire as competências primárias e a universidade deveria colocar essa pessoa em campo para testar e adquirir novas competências relacionadas às primárias. Testar novas ferramentas, alinhar conhecimento teórico e prático, com toda certeza constrói um perfil profissional muito mais forte para atuação em diversas áreas.

Mas então onde as empresas erram? Em realizar contratações muito técnicas e pouco relacionadas a troca. Pergunte para as pessoas o que falta, tanto no ambiente corporativo quanto no incentivo ao conhecimento do seu time, pois as tarefas na era machine learning focam no humano: ajudam as pessoas a fazerem as coisas. A troca tem que estar presente desde o início até do seu planejamento estratégico. E para você que é líder, saiba que você também precisa estar atento ao que move o mundo digital e principalmente precisa experimentar, colocar a mão na massa é essencial para adquirir novos conhecimentos, dominar as rotinas do seu departamento e ainda inspirar os talentos que estão chegando na empresa a cultivarem todos os dias novas habilidades.

Fonte: Senior Blog