Tecnologia: o uso de drones na indústria 4.0

26 de fevereiro de 2020
Entre tantas transformações que a tecnologia trouxe para as cadeias produtivas, a utilização de drones na otimização dos processos é um dos destaques. Os veículos aéreos não tripulados (VANTS) ganharam um espaço especial nas áreas de inspeção, captação e processamento de dados. 

A Indústria 4.0 surgiu a partir de um conjunto de estratégias voltadas para a área da tecnologia, desenvolvidas pelo governo alemão. Basicamente, a Indústria 4.0 pode ser objetivamente definida como a era da indústria que propõe o uso de uma série de artifícios tecnológicos que, ao interagirem entre si, potencializam a capacidade de produção, eficiência e competitividade dos processos produtivos.

Além disso, três conceitos consistem nos pilares dessa indústria: internet das coisas (IoT), computação em nuvem e o machine learning, que é o conceito criado para traduzir a capacidade de um equipamento de aprender a desenvolver ações baseado em uma base de dados.

Cada vez mais o Big Data se faz presente como parte essencial dos processos. A Indústria 4.0 é um exemplo disso, uma vez que é movida pela análise de dados. É através dos indicadores obtidos que tecnologias como IoT, inteligência artificial e machine learning que os processos dentro das fábricas são otimizados a fim de aumentar a produção e diminuir os custos.

Os drones como protagonistas da Indústria 4.0

O uso de drones já era muito comum em empresas do setor agrícola e de segurança. Mas dentro do contexto de Indústria 4.0 estes veículos aéreos não tripulados podem fazer a diferença ao aprimorar os processos nas fábricas.

A popularidade do drone fez com que diferentes setores da economia testassem como a tecnologia poderia ser benéfica aos seus negócios. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 73 mil drones cadastrados na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), órgão que regulamenta o uso da ferramenta.

A captação desses dados, porém, muitas vezes representa um desafio. Como fazer uma medição no alto de uma torre de energia ou dentro da chaminé de uma fábrica, por exemplo? Os drones conseguem chegar de maneira segura e rápida a lugares difíceis a fim de mapear a situação e enviar imagens em tempo real para controle.

Além disso, algumas indústrias já usam o drone como “inspetor” de fábrica. Em parques fabris grandes, essa ferramenta consegue sobrevoar a produção para identificar qualquer anomalia nas plantas e informar os dados de produção em tempo real.

Fora das fábricas, os drones podem ainda fazer “observações” em relação aos recursos naturais do meio ambiente. No setor agrícola, por exemplo, a ferramenta pode sobrevoar plantações para coletar informações sobre a produção, processo de colheita e etc. Essas informações são processadas pelas indústrias para desenvolver defensivos, transgênicos, entre outros, adequados a realidade destas plantações. Na logística, os equipamentos já estão sendo usados como método para entregas mais rápidas e versáteis.

Muitas indústrias utilizam os drones, também, para monitorar a necessidade de manutenção. No setor elétrico, por exemplo, a tecnologia é muito utilizada para verificar a situação de redes elétricas afastadas, ou muito altas, a fim de manter o funcionamento correto da transmissão de energia. Dentro de ambientes muito quentes, como caldeiras ou chaminés, o drone consegue fazer imagens e mandá-las para avaliação de especialistas sem que as máquinas precisem parar.

Os drones são uma tecnologia revolucionária, mas ainda é cedo para afirmar qual o real impacto deles em cada um dos setores em que estão atuando. Porém é inegável que as empresas precisam ficar atentas aos novos gadgets da tecnologia e invistam em inovação para que consigam se manter bem posicionadas em relação às concorrências.

O futuro é das cidades inteligentes e os drones podem ser uma ótima ferramenta de start para começar a aderir essa tendência. Seriam eles, aliás, uma possível solução para reduzir os engarrafamentos no trânsito, fazendo entregas aéreas? Seja como for, o fato é que os drones não são mais uma tendência. Eles chegaram para ficar.

Fonte: Blog Senior Sistemas